Repleta de ícones, a aviação reflete com classe a evolução da tecnologia. Este artigo explora as aeronaves mais marcantes das décadas passadas. Quer atingir a velocidade do som, ou planar até a Bahia? Deixe o medo para trás. Vamos sobrevoar o assunto!

 

Primórdios

wright flyer

Wright Flyer

É impossível falarmos de aeronaves sem falarmos dos Irmãos Wright e do brasileiro Santos Dumont. Por mais que sejam alvos de uma discussão infindável sobre pioneirismo nacional, indiscutivelmente, foram gênios responsáveis por levar o homem aos céus.

Os irmãos Orville e Wilbur Wright fizeram o Wright Flyer, biplano com túnel de vento, voar sobre Kitty Hawk na Carolina do Norte, em 1903. Cruzaram mais de 250m em um minuto.

Em 1906, o 14-Bis de Santos Dumont, inspirado pelos designs prévios dos Irmãos Wright, foi responsável pelo primeiro voo reconhecido pelo Aeroclube da França. O brasileiro ganhou um prêmio de 1.500 francos ao cruzar 220 metros em voo. O avião de Dumont deu nome ao estilo “canard” (pato em francês) na aviação. Isso se deve à configuração das asas, que lembra o formato da ave.

 

Tempos de Guerra

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Supermarine Spitfire

O Douglas DC-3 representou uma evolução tremenda na aviação comercial. Na época, trimotores barulhentos sem para-brisa carregavam 13 passageiros vagarosamente. Isso não parou a companhia de aviação Douglas.

Produziram a solução perfeita: um bimotor capaz de carregar 21 passageiros e cruzar continentes em cerca de 15 horas. As aeronaves DC-3 foram lançadas em 1935 e usadas na Segunda Guerra Mundial. O variante C-47, para transporte militar, levou os soldados americanos à vitória no Dia D.

Os EUA revolucionaram o transporte pessoal, mas a Grã-Bretanha construiu a máquina que foi capaz de salvar os céus britânicos do terror nazista. O Supermarine Spitfire foi o único caça operado pelos Aliados durante toda a guerra. É o caça mais icônico de todos os tempos. Na famosa Batalha da Grã-Bretanha, as aeronaves Spitfire foram fabricadas e despachadas com muita eficiência pela Força Aérea Real (RAF). Os ingleses decimaram com paciência os bombardeiros ineficientes da Luftwaffe, virando o jogo contra a “guerra-relâmpago” alemã.

 

O Fenômeno Boeing

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Boeing 747, a “Rainha dos Céus”

O mundo pós-guerra deu luz a uma corrida industrial e cultural em todos os aspectos. Da produção midiática à aviação, engenheiros tornaram-se os novos soldados, lutando pelo pioneirismo tecnológico.

A companhia de aviação Boeing foi veloz em reunir alguns dos melhores engenheiros de aviação do país. Após muitos fracassos comerciais, lançou o Boeing 707 em 1958, vencendo uma disputa comercial contra a Douglas. Esbanjando a capacidade de mais de duzentos passageiros, a Boeing se tornou sinônimo de aviação: mais de mil aeronaves 707 foram construídas nos vinte anos seguintes.

Décadas depois, a Boeing teve que se adequar à explosiva demanda por voos. É claro que não poderia faltar neste artigo o Boeing 747, o monstro. De tamanho monumental, o “Jumbo Jet” ou “Rainha dos Céus” incorporou o motor militar de high-bypass à aviação comercial.

O 747 era tão espaçoso que demandou a construção do maior edifício do mundo (em volume): a planta de fabricação de 747s em Washington, nos EUA. 50.000 funcionários da Boeing tornaram possíveis os revolucionários voos de 400 a 500 passageiros.

 

Aeronaves Modernas

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Airbus A380

A evolução desenfreada da tecnologia foi também refletida nas aeronaves. A ambição em construir um avião comercial que superasse a velocidade do som era grande. Assim nasceu o Concorde em 1969, famoso por ser o primeiro avião supersônico comercial.

O Concorde era uma obra-prima em tecnologia, porém, era financeiramente inviável. Este fato, aliado à ocorrência de um fatal acidente aéreo com o modelo, resultou no prematuro fim de produção do supersônico.

O modelo Airbus A380 é talvez um dos mais reconhecíveis hoje, utilizado por várias companhias aéreas. Projetado para desafiar o monopólio da Boeing, o quadrimotor A380 conseguiu superar o monstro 747 em tamanho, capacidade e eficiência de custo. O gigante tornou possível o voo de 555 passageiros e estabeleceu o novo alto padrão das aeronaves comerciais.

Em 2017, os próprios Boeing 747 começaram a se aposentar. Hoje, a tecnologia evolui com velocidade exponencial. O futuro das aeronaves com certeza carrega surpresas. Aguardemos o próximo milagre da aviação!

 

Fontes

Imagem em destaque: Cory W. Watts
http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/100-aeronaves-que-marcaram-a-virada-de-seculo_968.html
http://www.popularmechanics.com/military/aviation/a27640/dc-3-badass-plane/
http://www.iwm.org.uk/history/8-things-you-need-to-know-about-the-battle-of-britain
http://www.bbc.com/culture/story/20141020-the-plane-that-changed-air-travel
http://www.boeing.com/history/products/747.page
http://www.modernairliners.com/airbus-a380/airbus-a380_history/
https://www.britannica.com/technology/Concorde

 

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