Anita Malfatti, filha de estrangeiros, nascida em São Paulo e brasileira nata, essa é a mulher tema de nosso conteúdo de hoje!

Olá, tudo bem?

Nosso conteúdo de hoje falará sobre uma mulher mais que forte, para época em que viveu, ela era sensacional.

Mesmo com problemas físicos de nascença e financeiros logo após a morte do pai, Anita não desistiu.

Dessa forma, tornou-se uma das maiores artistas da história brasileira.

Mas, tudo tem um início, e para entendermos o final precisamos voltar um pouco no tempo.

Portanto, caso queira conhecer melhor a história de vida de Anita Malfatti, acompanhe-nos até o final do conteúdo e deixe um comentário caso possuir alguma dúvida.

Vamos lá, leia conosco!

Anita Malfatti, uma Multiartista

A Onda, 1917

A Onda, 1917

Anita pode ser considerada como uma das maiores, se não a maior, artista brasileira de toda uma geração.

Assim, se consolidada entre as maiores de toda a história da arte brasileira.

Mas não é por pouco.

Além do talento nato, Anita era uma multiartista.

Mas como assim?

A mulher era desenhista, pintora, ilustradora e por fim professora ítalo-brasileira.

Dessa forma, desde cedo Anita já se mostrava como uma das mulheres que ficariam marcadas não somente pela arte, mas pela mudança social de toda uma época.

Assim, se tornaria um marco da independência feminina em uma sociedade repressora, logo no início do século XX.

Vamos conhecer um pouco mais de sua história?

Defeito Congênito

Nem só de histórias boas foi a vida de Anita, ou sim, a depender do ponto de vista em que olharmos.

Sua qualidade em pintura é tão notável justamente pelo defeito físico congênito que a mesma possuía.

Seu braço e mão direitos eram atrofiados, dessa forma, possuíam pouco ou quase nenhum movimento.

Pensando em melhorar essa situação, seus pais a levaram para tratamento externo, na Itália.

Mas, como de nada adiantou, Anita teve de aprender a conviver com o problema físico em sua vida.

Dessa forma, ainda pequena teve de aprender a usar a mão esquerda que não era a sua dominante, fosse para escrever ou desenhar.

É aí então que surge o início do amor pela arte.

Nasce a Professora

Assim, Anita reiniciou sua vida logo após chegar da Itália.

Ingressou no Externato São José de Freiras Católicas, no ano de 1987. Atualmente, o colégio não existe mais.

Logo após ser alfabetizada, a pintora e artista brasileira se dirigiu a colégios protestantes como a Escola Americana, em 1903, e pouco depois no Mackenzie College.

Neste último, no ano de 1906 Anita recebeu seu diploma de Normalista.

Naquela época, o curso de Normalista era direcionado para mulheres que buscavam lecionar na área de pedagogia, dando aulas para séries iniciais.

Anita se especializou na língua italiana.

Nasce a Pintora

O Farol, 1915

O Farol, 1915

Juntamente a sua formação como professora, surgiu o amor pela arte que já era presente desde suas adaptações a mão esquerda.

Tudo isso ocorreu porque seu pai, o engenheiro italiano Samuele Malfatti morrera e deixara filha e mãe abandonadas.

O sustento era feito pelo pai.

Dessa forma, sua mãe norte-americana, Eleonora Elizabeth Krug, ou somente “Beth”, se viu em uma situação delicada.

Foi então que se reinventou e começou a dar aulas particulares tanto de desenho e pintura, quanto de línguas como o inglês e o italiano.

Nas horas vagas ao colégio que frequentava, Anita frequentava as aulas da mãe.

Assim, podemos afirmar que seus primeiros passos dentro da arte se deram por dois motivos: a atrofia da mão direita aliada aos ensinamentos da mãe.

Principais Exposições

A Ventania, 1917

A Ventania, 1917

Dessa forma, Anita ainda viajou para Alemanha onde viu de perto o nascimento e desenvolvimento maciço do pontilhismo.

Teve contato com diversos artistas alemães de renome, onde muito aprendeu.

Ao voltar ao Brasil, organizou duas exposições individuais, além de uma participação inesquecível na Semana da Arte Moderna.

Sua primeira exposição foi em 1914, buscando uma bolsa de estudos para a Europa.

Mas, o senador José de Freitas Valle que era o responsável por conceder a bolsa através do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo não aprovou a exposição, além de criticá-la publicamente.

Dessa forma, a ideia foi deixada de lado, e Anita partira para os Estados Unidos, novamente financiada pelo tio Jorge Krug, que já havia financiado sua viagem a Alemanha.

Logo após voltar ao Brasil, Anita Malfatti fez sua segunda exposição, no ano de 1917.

Novamente muito criticada, mas dessa vez por um renome muito grande no cenário da arte brasileira, Monteiro Lobato.

Porém, isso não lhe influenciou a parar com a arte, muito pelo contrário.

Anita iniciou seus estudos de arte com o pintor renomado Pedro Alexandrino, em 1919.

Pedro lhe auxiliou a vender as artes que produzia, já que era exímio nesse campo.

Essas vendas auxiliaram Anita Malfatti, visto que não tinha mais o apoio de seu tio Jorge Krug, que também veio a falecer.

Semana da Arte Moderna, em 1922

Semana da Arte Moderna, em 1922

Semana da Arte Moderna, em 1922

Mas, a Semana da Arte Moderna viria para mudar o jogo na carreira Artística de Anita Malfatti.

Isso porque o círculo modernista se sobressaiu naquele ano como nunca, e jamais voltaria a ser o que era antes.

Ao participar com o total de 22 obras, Anita ainda entraria para o “Grupo dos Cinco”, compostos por nomes expressivos da arte brasileira que são reconhecidos como os principais pilares da arte moderna brasileira.

São eles:

  • Anita Malfatti;
  • Tarsila do Amaral;
  • Oswald de Andrade;
  • Menotti Del Piccha;
  • e Mário de Andrade.

A vida da pintora jamais seria a mesma, visto que agora ela era reconhecida nacionalmente pelo talento que possuía há anos.

Por isso, era reconhecida como uma mulher a frente de seu tempo!

Principais Obras

Abaixo, deixamos uma pequena lista com as principais obras de Anita Malfatti.

Portanto, analise os nomes que mais lhe chamarem a atenção e o ano de produção.

Recomendamos que busque imagens de cada uma delas, visto que são encantadoras.

Leia:

  • Burrinho Correndo, 1909;
  • O Farol, 1915;
  • A Estudante Russa, 1915;
  • O Homem de Sete Cores, 1916;
  • A Boba, 1915-16;
  • A Mulher de Cabelos Verdes, 1916;
  • A Ventania, 1917;
  • A Onda, 1917;
  • Porto de Mônaco, 1925;
  • Samba, 1943-45;
  • Cambuquira, 1945;

Porto de Mônaco, 1925

Porto de Mônaco, 1925

E então, gostou de conhecer ainda melhor a história de Anita Malfatti? Qual detalhe achou mais interessante? Já conhecia alguma obra da artista?

Ficou alguma dúvida em relação ao conteúdo que trouxemos hoje? Conte a nós, comente abaixo!

Até a próxima!