Hoje vamos conhecer um pouco melhor sobre a Arte Povera (pronuncia-se póvera), a qual é marcada pela sua efemeridade artística.

Bom, em nosso blog já citamos diversas linhas diferentes de arte, sendo a mais recente: A conceitual, a qual explicamos desde seu motivo de surgimento até suas obras.

Porém, desde aquela época os movimentos artísticos buscavam algo de novo, algo que realmente encaixasse de uma forma alternativa no mundo da arte.

Então, é neste exato momento de crítica à arte atual, em que surge o que conhecemos hoje por arte povera, ou em inglês, arte pobre.

Com o decorrer do texto você verá seus princípios e qual a principal linha que a mesma busca expressar em relação a sociedade em que vivemos.

Também trouxemos suas principais características, suas principais obras e autores, portanto, leia conosco até o final e comente abaixo o que achou.

Quer saber então do que se trata a Arte Povera? Acompanhe-nos até o final do conteúdo e não se esqueça de comentar. Sem maiores delongas, vamos lá!

Arte Povera – A EFEMERIDADE CRÍTICA DAS OBRAS!

Arte Povera

Arte Povera

Definição e Nascimento da Arte Povera

Podemos classificar então, esta arte como uma precursora ou resultado dos movimentos conceituais da época? Primeiro precisamos entender seu contexto histórico.

Afinal, a resposta é quem dirá seu caminho!

O que sabemos sobre é que este movimento surgiu na Itália, nação importantíssima para arte desde os tempos mais antigos da civilização.

Apesar de seguir linhas parecidas com o conceitualismo pela sua reflexão artística. A mesma não possui correlação direta.

Como mencionamos, sua tradução literal sugere uma arte pobre, que vem de encontro as críticas da época sobre a comercialização exorbitante das artes.

Através do historiador de artes italiano, Germano Celant, a mesma recebeu seu nome com o intuito de resgatar a efemeridade, da arte através de objetos que formam as obras de uma maneira mais empobrecida.

Mario Merz com seu Iglu, em Turim

Mario Merz com seu Iglu, em Turim

A mesma se enraizou através de esculturas, instalações, performances, e principalmente, pinturas.

A Curta Duração da Arte Povera

Apesar de ser muito bem recebida nos países da Europa, este estilo seguiu seu princípio efêmero e acabou por se finalizar em meados da década de 70.

E mesmo tendo tão pouco tempo de vida, ao lado do Futurismo, este movimento foi um dos mais importantes do século passado na Itália, colecionando grandes obras.

Radical e de curta duração

Radical e de curta duração

Podemos citar como cidades representativas para o movimento:

  • Bolonha;
  • Gênova;
  • Milão;
  • Nápoles;
  • Roma;
  • Turim;
  • Veneza.

Principais Artistas da Arte Povera

Agora que você já sabe mais do que se trata o movimento, resolvemos trazer um pouco dos nomes representativos deste momento histórico da arte.

Continue lendo, pois posteriormente traremos uma lista com as características da povera.

Leia:

  • utilizava-se muito do âmbito diário e também da natureza;
  • zela-se pela criatividade;
  • o artista necessitava ser espontâneo;
  • a efemeridade era única;
  • utilizava-se de críticas ao modernismo da arte e sua comercialização;
  • oposição a contemporaneidade;
  • como o nome indica, era comum usar materiais baratos, como sucata, latas e outras coisas que normalmente seriam descartadas.

Arte Conceitual

Arte Conceitual através de garrafas de coca-cola

Achou semelhante a arte conceitual?

Artistas da Arte Povera

Mas então, quais foram os nomes que marcaram este momento importante para a arte, principalmente na Itália?

São eles:

  • Mario Merz: dono da obra que mostramos um pouco mais acima, o mesmo ficou famoso pela linha de “Iglus”, sendo os mais famosos o de Giap (1968) e o de Pedra (1982). Sendo que o mesmo foi um dos que mais se perdurou na arte povera;
  • Marisa Merz: esposa do artista anterior, foi destaque com obras como Sem Título (1966), Fontana (2007) e Escultura Viva (1966);
  • Giovanni Anselmo: o mesmo ficou marcado na história do país por suas esculturas marcantes;

Iglus de Mario Merz

Iglus modernizados de Mario Merz

Além destes principais, podemos citar outras, como:

  • Michelangelo Pistoletto;
  • Janis Kounellis;
  • Pino Pascalli;
  • entre outros.

É importante citar que mesmo que a arte tenha se dissolvida em décadas passadas, podemos encontrá-la ainda em evidência nos últimos anos.

Isso se dá principalmente pelo motivo da crítica social estar muito ligado a nossa nova era.

Assim como no momento em que viviam buscavam criticar o industrialismo momentâneo, atualmente algumas coisas são semelhantes.

Portanto, podemos entender como a obra de Marisa Merz em 2007 tenha se popularizado tanto, e voltando à tona novamente após a sua morte, em 2019.

Fontana (2007)

Fontana, de Marisa Merz (2007)

E então, o que achou da publicação e do conteúdo que trouxemos hoje? Já conhecia a Arte Povera e todas as suas críticas a sociedade?

Dentre as características que citamos, quais delas acha que conseguimos encontrar visível e claramente nas obras que os artistas da atualidade compõem?

Acredita que a arte povera tenha correlação com o momento atual da arte? Conte a nós, comente abaixo!

Afinal, a sua opinião é de suma importância para nós!

Até a próxima!

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