Saiba um pouco mais sobre o canto no Brasil

O começo

Sabemos que antes dos portugueses colonizarem o Brasil os índios já habitavam aqui. E para falar da evolução do canto no Brasil, começaremos por eles, os índios.

Nas tribos indígenas sabe-se que há vários rituais que são realizados com cantos, sendo eles produzidos com palavras ou apenas sons. Então, acreditamos que os primeiros sinais sonoros brasileiros são dos índios com seus cantos ritualísticos.

Isso foi se perdendo aos poucos com a chegada dos portugueses coexistindo, dessa maneira, um canto que era voltado para a colonização e o cristianismo.

A vinda dos Portugueses

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, começaram a colonizar os povos que aqui estavam. E a maneira como eles faziam essa colonização era através do canto.

Utilizando o canto para passar conhecimentos aos povos colonizados com perspectivas subjetivas e objetivas do mundo. Os padres realizavam suas catequizações e seus sermões, através do canto nas consagrações.

Entendemos que junto com os portugueses, chegaram também os negros escravizados, trazendo consigo uma nova experiência de música para as terras brasileiras.

Os negros

Os negros cantavam em roda, cantavam em seus momentos sem seus “donos brancos”, cantavam para se consolar, se reerguer, mostrar que estão fortes e vivos para si mesmos.

Além disso, em suas músicas, muitas vezes possuía o intuito de informar para outros escravos o caminho da libertação, por onde andar, para onde correr.

No Brasil o canto tem muita influência dos negros até hoje, no samba, no candomblé, no congado, até o próprio funk e o hip hop, pois assim como a música dos escravos era vista como algo “bizarro” para os brancos, o funk e o hip hop carregam também esse peso na atualidade, porque ele é periférico, da minoria, dos esquecidos, e com a música as pessoas mostram que estão aqui, estão vivas e também tem suas histórias para contar e mostrar.

O canto por si só

Na maioria das vezes vinculamos o canto com a música, mas por muito tempo o canto não tinha acompanhamento de instrumentos musicais.

Na Grécia Antiga, por exemplo, as pessoas se manifestavam o tempo todo cantando. Hoje é difícil desvincular o canto da música, mas ele está presente o tempo todo. Nos corais vemos o canto, a voz como próprio instrumento.

Cantamos sozinhos em nossas casas, no chuveiro, na hora da faxina. O canto, artisticamente falando, é uma das expressões mais sublimes do ser humano, porque ao cantar transpassamos muitos sentimentos.

A voz como instrumento

O aparelho fonador é o instrumento musical que todos nós possuímos e não há nenhum igual. Cada indivíduo possui uma voz diferente, como se fosse a marca registrada de cada um, então é impossível existir vozes iguais, porém, muitos instrumentalista vocais utilizam de aproximações de sua voz com as de outras pessoas, chegam muito próximo, estes são os imitadores.

Canto é prática

Muitos acreditam que cantar é um dom. Claramente, algumas pessoas possuem mais facilidade com o canto do que outras, elas têm as vozes já mais conduzidas para isso e os ouvidos sabem como encaixar a voz no tom exato.

Mas dizemos: todo mundo pode cantar, sim. Com um pouco de estudo e esforço qualquer pessoa consegue cantar adequada e afinadamente. Ou seja, canto não é dom é prática.

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