Música em Trancoso 2019 – 24 de março

17.00 horas – Abertura do Bar
18.30 horas – INÍCIO DO CONCERTO
Local: Teatro L’Occitane

ZARZUELA + OPERETA

ORQUESTRA SINFÔNICA JOVEM DE GOIÁS
Pascual Osa, regente
Angelica de la Riva, soprano
Mónica Ferracani, soprano
Svetlana Shilova, mezzo-soprano
Vincenzo Costanzo, tenor
Duccio Dal Monte, baixo

Parte I: ZARZUELA

Ruperto Chapí (1851 – 1909)
de ‘La Revoltosa’ (A Encrenqueira)
Prelúdio

Pablo Luna Carné (1879 – 1942)
de ‘El niño judio’ (O menino judeu)
De España vengo (Venho da Espanha)
Mónica Ferracani, soprano

Gonzalo Roig (1890 – 1970)
de ‘Cecília Valdes’
Salida de Cecilia Valdes (A saída de Cecilia Valdés)

Angelica de la Riva, soprano

Pablo Sorozábal (1897 – 1988)
de ‘La taberna del puerto’ (A taverna do porto)
No puede ser (Não pode ser)
Vincenzo Costanzo, tenor

Ruperto Chapí (1851 – 1909)
de ‘Las hijas del Zebedeo’ (As filhas de Zebedeu)
Al pensar (Ao pensar)
Svetlana Shilova, mezzo-soprano

Pablo Sorozábal (1897 – 1988)
de ‘La taberna del puerto’ (A taverna do porto)
Despierta Negro (Acorde Negro)
Duccio Dal Monte, baixo

Gerónimo Giménez (1854 – 1923)
de ‘La boda de Luis Alonso’ (O matrimônio de Luis Alonso)
Intermezzo

Francisco A. Barbieri (1823 – 1894)
de ‘El barberillo de Lavapiés’ (O pequeno barbeiro de Lavapés)
Canción de Paloma (Canção de Paloma)
Svetlana Shilova, mezzo-soprano

Ernesto Lecuona (1895 – 1963)
de ‘Maria La O’
Romanza (Romance)
Angelica de la Riva, soprano

María Grever (1885 – 1951)
Júrame
Jura-me
Vincenzo Costanzo, tenor


Intervalo de 15 minutos


Parte II: OPERETA

Carl Otto Nicolai (1810 – 1849)
de ‘Die Lustigen Weiber von Windsor’ (As Alegres Comadres de Windsor)
Abertura

Johann Strauss (1825 – 1899)
de ‘Eine Nacht in Venedig’ (Uma noite em Veneza)
Komm in die Gondel (Venha para a Gôndola)
Vincenzo Costanzo, tenor

Franz von Suppé (1819 – 1895)
de ‘Boccaccio’
Rosen für dich (Rosas para você)
Duccio Dal Monte, baixo

Robert Stolz (1880 – 1975)
de ‘Der Favorit’ (O Favorito)
Du sollst der Kaiser meiner Seele sein (Você deveria ser o Dono da minh’Alma)
Svetlana Shilova, mezzo-soprano

Johann Strauss (1825 – 1899)
de ‘Die Fledermaus’ (O Morcego)
Klänge der Heimat (Sons da minha Terra)
Mónica Ferracani, soprano

Franz Lehár (1870 – 1948)
de ‘Der Zarewitsch’ (O Zarevich)
Wolgalied (Canção do Volga)
Duccio Dal Monte, baixo

Tikhon Khrennikov (1913 – 2007)
de ‘Husarenballade’ (Balada hussarda)
Wiegenlied (Canção de ninar)
Svetlana Shilova, mezzo-soprano

Franz Lehár (1870 – 1948)
de ‘Das Land des Lächelns’ (O País do Sorriso)
Dein ist mein ganzes Herz (O meu coração é todo seu)
Vincenzo Costanzo, tenor

Franz Lehár (1870 – 1948)
de ‘Giuditta’
Meine Lippen, sie küssen so heiß (Meus lábios beijam ardentemente)
Angelica de la Riva, soprano

Johann Strauss (1825 – 1899)
de ‘Der Zigeunerbaron’ (O Barão Cigano)
Ja das Schreiben und das Lesen… sind nie mein Fach gewesen (Escrever e ler nunca foram meu forte)
Duccio Dal Monte, baixo

Emmerich Kálmán (1882 – 1953)
de ‘Die Csárdásfürstin’ (A Imperatriz das Czardas)
Heia, in den Bergen (Heia, nas montanhas)
Mónica Ferracani, soprano

Franz Lehár (1870 – 1948)
de ‘Die lustige Witwe’ (A Viúva alegre)
Lippen schweigen (Lábios calados)
Svetlana Shilova, mezzo-soprano
Vincenzo Costanzo, tenor

Espetáculo dedicado à zarzuela e opereta empolga plateia do 8º Música em Trancoso.

Patrimônio da cultura espanhola, a zarzuela é um gênero lírico-dramático, parecido com a opereta, que sempre estimula emoções – em plateias e intérpretes. Na segunda noite do festival Música em Trancoso de 2019, domingo (24 de março), o programa Zarzuela + Opereta revelou-se uma escolha super acertada.

O repertório selecionado reuniu clássicos da zarzuela, como La Boda de Luis Alonso, de Gerônimo Giménez (1854-1923), cujo intermezzo foi belíssimamente interpretado pela Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, sob regência do maestro espanhol Pascual Osa.
Osa é um regente carismático, que compartilha suas emoções. Possui uma coreografia própria à frente da orquestra, descendo às vezes do pódio para se misturar e se aproximar mais dos músicos. Seu jeito apaixonado contribuiu para tornar a apresentação ainda mais calorosa.
Os cinco solistas brilharam intensamente. A soprano Angelica de la Riva, brasileira de ascendência cubana, radicada nos Estados Unidos e com reconhecida carreira internacional, foi uma presença luminosa. Ostentando sua gravidez, parecia cantar para o público e também para a filha que deve nascer em breve.

Mónica Ferracani, a soprano argentina que estreou no festival, mostrou por que a crítica a considera a melhor cantora lírica de seu país.
A mezzo-soprano Svetlana Shilova, estrela do Teatro Bolshoi de Moscou que já se apresentou no Música em Trancoso, retornou neste ano para mais uma vez exibir sua voz aveludada, que delicia os ouvidos em interpretações como, por exemplo, a Canção de Ninar da Husarenballade, do compositor russo Tikhon Khrennikov, apresentada na segunda parte do espetáculo, dedicada à opereta.

Os solistas masculinos também estavam muito bem representados pelos dois cantores italianos que estrearam no festival deste ano. O tenor Vincenzo Costanzo, destaque da nova geração de talentos internacionais, mostrou sua voz poderosa em performances arrebatadoras. Fez um belo contraste com o baixo Duccio Dal Monte, um super experiente cantor lírico que já interpretou os principais papeis operísticos de seu tipo vocal, cuja apresentação contou com uma imponência elegante e solene.

Em profunda sintonia, orquestra, maestro e solistas proporcionaram um espetáculo impecável para uma plateia entusiasmada, que não se deixou intimidar pela chuva torrencial que caiu sobre Trancoso nos primeiros dias do festival. Nesta região tão bela do Brasil, até a chuva acrescenta novas nuances à natureza, mantendo-a sempre atraente. Mais ainda, quando se associa à música.

Ensaio

Concerto

Confira os artistas que passaram no Teatro L'Occitane