Para falar sobre o canto lírico, precisamos falar que existem dois tipos de cantos principais: o popular e o lírico. Sendo o popular o canto mais comum escutado e divulgado pelas rádios e shows em muitos países, pois o canto erudito (lírico) levou séculos para se tornar “popular” entre as pessoas que não eram da nobreza ou igreja.

O canto lírico é principalmente conhecido pelos cantores de óperas e cantos sacros. O canto lírico privilegia um trato vocal (espaço compreendido entre as pregas vocais e os lábios) mais alongado e utiliza tessituras mais agudas.

É aquele tipo de canto que precisa de grande volume ou potência vocal; a voz deve alcançar toda a platéia, mesmo cantando junto com uma orquestra sinfônica, sem usar microfone.

Canto LíricoAs vozes femininas e masculinas

Dentro do canto lírico há a classificação das vozes que de forma simples são dividas em: tenor, soprano, barítono, mezzo, baixo e contralto.

Cabe dentro dessas classificações  extensões que apenas homens conseguem alcançar e outras só mulheres, isso por conta do trato vocal. Essas diferenças podem variar por intensidade, amplitude vocal, timbre, volume e algumas notas.

Seriam para os homens: tenor, barítono e baixo, sendo tenor a voz mais aguda e baixo a mais grave, e para as mulheres as classificações vocais são: soprano, mezzo e contralto e ainda existem as subdivisões ou extensões.

Abaixo as definições de cada extensão que foram retiradas dessa fonte.

Contratenor – Voz de homem muito aguda, que iguala ou mesmo ultrapassa em extensão a de um contralto (Voz Grave Feminina). Muito apreciada antes de 1800, esta é a voz dos principais personagens da ópera antiga francesa (Lully, Campra, Rameau), de uma parte das óperas italianas, do contralto das cantatas de Bach, etc.

Tenor ligeiro  –  Voz brilhante, que emite notas agudas com facilidade, ou nas óperas de Mozart e de Rossini, por exemple, voz ligeira e suave. Exemplo: Almaviva, em Il barbiere di Siviglia [O barbeiro de Servilha], de Rossini; Tamino, em Die Zauberflöte [A flauta Mágica], de Mozart.

Tenor lírico – Tipo de voz bem próxima da anterior, mais luminosa nos agudos e ainda mais cheia no registro médios e mais timbrada.

Tenor dramático – Com relação à anterior, mais luminosa e ainda mais cheia no registro médio. Exemplo: Tannhäuser, protagonista da ópera homônima de Wagner

Barítono “Martin”, ou Barítono francês – Voz clara e flexível, próxima da voz de tenor. Exemplo: Pelléas, na ópera Pelléas et Mélisande, de Debussy.

Barítono verdiano –  Exemplo: o protagonista da ópera Rigolleto, de Verdi.

Baixo-barítono  – Mais à vontade nos graves e capaz de efeitos dramáticos. Exemplo: Wotan, em Die Walküre [A Valquíria], de Wagner.

Baixo cantante – Voz próxima à do barítono, mais naturalmente lírica do que dramática. Exemplo: Boris Godunov, protagonista da ópera de mesmo nome, de Mussorgski.

Baixo profundo – Voz de grande extensão a amplitude no registro grave. Exemplo: Sarastro em Die Zauberflöte [A flauta mágica] de Mozart.

Soprano coloratura (palavra italiana), ou soprano ligeiro – o termo coloratura significava, na origem, “virtuosismo” e se aplicava a todas as vozes. Hoje, aplica-se a um tipo de soprano dotado de grande extensão no registro agudo, capazes de efeitos velozes e brilhantes. Exemplo: a personagem das Rainha da Noite, em Die Zauberflöte [A flauta mágica], de Mozart. 

Soprano lírico – Voz brilhante e extensa. Exemplo: Marguerite, na ópera Faust [Fausto], de Gounod. 

Soprano dramático – É a voz feminina que, além de sua extensão de soprano, pode emitir graves sonoras e sombrias. Exemplo: Isolde, em Tristan und Isolde [Tristão e Isolda], de Wagner.

Soprano Spinto – É o tipo de voz lírica caracterizada pela capacidade de se fazer spinto (do italiano spingere, “empurrar”). Possui cor e peso vocais para cantar passagens dramáticas sem desgaste, não-obstante não tenha as características típicas da soprano dramático, e é associada normalmente ao tenor lírico-spinto. O termo define, essencialmente, a soprano lírica que canta com mais potência nos climáx dramáticos.

Mezzo-soprano – Voz intermediária entre o soprano e o contralto. Exemplo: Cherubino, em Le nozze di Figaro [ As bodas de Fígaro] 

Contralto -Muitas vezes abreviada para alto, a voz de contralto prolonga o registro médio em direção ao grave , graças ao registro “de peito”. Exemplo: Ortrude, na ópera Lohengrin, de Wagner. 

Canto Lírico

Música em Trancoso FESTIVAL 2017

Como começar os estudos?

Para estudar o canto lírico e ser um cantor deve-se entender, primeiramente, que é necessário potência na voz e já que ela é exigida muito mais que a de um cantor popular. Encontrar um local especializado e com bons professores é fundamental, caso seja trabalhada de maneira incorreta, a voz pode ser prejudicada. Uma vez que o canto lírico exige longo treinamento, domínio da projeção vocal e qualidade rica em harmônicos.

Compreender onde se encaixa a sua classificação vocal, também é essencial, pois existem intenções musicais que são criadas para um tipo específico de voz e isso deve ser respeitado.

O mercado do canto lírico

No Brasil o maior mercado para cantores líricos está em peças teatrais de musicais e apresentações de óperas. Também é possível trabalhar com canto sendo professor de canto ou trabalhar em corais. Para ingressar nesse mercado é necessário muita dedicação, pois o exercício da voz como cantor lírico é bastante intenso, dizem por aí até que esse tipo de cantores são como atletas da voz.  Além disso, ser graduado em música faz toda diferença para o currículo, tanto para cantores como para professores da área.

Como toda profissão tem seus desafios e prazeres. Fazendo algo que gosta, dedicando-se na profissão e estar sempre aprimorando os estudos é a chave para alcançar o sucesso.

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